sexta-feira, 22 de abril de 2016

Segurança Social passa a ter balcões especiais para pessoas com deficiência - Público


Há brochuras em braille e, quando tal for solicitado, haverá também um intérprete de língua gestual. De resto, os funcionários receberam formação especializada, para saber informar bem sobre prestações sociais e serviços especificamente pensados para pessoas com deficiência. Nasceu nesta quinta-feira o primeiro balcão da rede nacional dos Balcões da Inclusão. Destina-se a disponibilizar às pessoas com deficiência ou incapacidade, e às suas famílias, um atendimento técnico especializado.
Para Maria do Rosário Rei, assistente social, a tarefa não é nova. Já estava ligada ao atendimento de pessoas com deficiência na Segurança Social, em Lisboa, conta. Mas minutos após o novo balcão do centro distrital de Lisboa ter sido simbolicamente inaugurado por duas secretárias de Estado — a da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, e a da Segurança Social, Cláudia Joaquim —, Maria do Rosário não escondia o seu entusiasmo. Agora deu-se mais um passo, explicava aos jornalistas. Houve formação especial, protocolos com outras entidades. "E sempre que possível tentaremos que os problemas das pessoas sejam resolvidos logo."
“Trabalhamos com uma perspectiva holística: informar, apoiar e resolver os problemas das pessoas”, explicava ainda, depois de atender uma das primeiras utentes do serviço.
Antes, a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, explicara que, para já, serão seis os balcões desta rede — abrem entre hoje e amanhã nos centros distritais de Faro, Setúbal, Porto, Viseu, Vila Real, para além de Lisboa.
Progressivamente, o serviço abrangerá outros centros distritais — “Queremos ter um balcão por distrito." O atendimento especializado no Instituto Nacional de Reabilitação integrará também a rede nacional.
Nestes balcões não se atende apenas pessoas com deficiência — quando não houver serviço, outras pessoas podem utilizá-lo, explicou ainda a governante. Mas as pessoas com deficiência têm prioridade. “É uma resposta dedicada e prioritária.”
Os funcionários da Segurança Social estão habilitados a responder sobre serviços (lares residenciais, centros de actividades ocupacionais, centros de reabilitação, etc.), emprego e apoios para empregadores, prestações sociais (subsídios e apoios), produtos de apoios e ajudas técnicas, por exemplo.
O atendimento no Balcão da Inclusão pode ser marcado através de um formulário online no site da Segurança Social (onde é possível solicitar um interprete de língua gestual, que a Segurança Social trata de arranjar junto da Federação Portuguesa das Pessoas Surdas, sem qualquer custo para o cidadão). Mas para ser atendido não é obrigatório marcar antes. “Qualquer pessoa pode aparecer, tira a senha e é atendida”, explica Maria do Rosário.

domingo, 17 de abril de 2016

VAI A PARIS? Organize a sua visita...

L'actualité des sorties adaptées

Une offre d'activités et de manifestations accessibles à tous les publics à Paris et dans ses environs.

Une offre d'activités et de manifestations accessibles à tous les publics

Paris plages parasol | 630x405 | © OTCP - Marc Bertrand I 170-11
Retrouvez ici l'actualité des activités et des manifestations adaptées aux visiteurs en situation de handicap : programmation théâtrale, films, événements parisiens, etc.

LES ESCAPAM

Découvrez les EscaPAM, des sorties de loisirs adaptées aux différents handicaps, organisées par l'équipe PAM75 en partenariat avec l'association "Viens je t'emmène". Service réservé aux Parisiens usagers du service de transport PAM75.
En savoir plus :
EscaPAM

THÉÂTRE : L'OFFRE DE SPECTACLES ADAPTÉS

Avec Accès Culture, découvrez les spectacles adaptés aux personnes déficientes visuelles et auditives, que proposent plus de 55 théâtres, opéras et festivals nationaux, à Paris, en Île-de-France, et même ailleurs en France.
La recherche de spectacles peut se faire par lieux, par handicap ou par région.
Programmation spectacles adaptés

CINÉMA : LES SÉANCES ADAPTÉES

UGC

Dans certains de ses cinémas, UGC programme 2 films français avec sous-titrage en français, deux fois par semaine, à l'intention des personnes déficientes auditives.

Ciné-ma différence

Avec Ciné-ma différence, découvrez un réseau de séances de cinéma ouvertes à tous, adaptées aux personnes autistes, ou handicapées avec troubles du comportement associés. A Paris, le réseau est composé des cinémas Chaplin Denfert dans le 14e arrondissement et le Majestic Passy dans le 16e arrondissement.

Retour d'Image

L'association Retour d'Image a pour objectif de :
- Susciter une réflexion sur la représentation des personnes handicapées, à travers un choix d'oeuvres cinématographiques ;
- Assurer l'accessibilité pour tous par l'audiodescription, le sous-titrage des films et l'interprétariat en langue des signes des débats ;
- Favoriser la rencontre des perceptions et des sensibilités (le plaisir d'un cinéma partagé, pour un retour d'image enrichi).
ver mais aqui

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Alunos com necessidades especiais vão ser obrigados a ficar em turmas maiores


O Ministério da Educação (ME) não só não diminuiu o número de alunos por sala, como defendido no programa do Governo, como tornou mais difícil a redução das turmas que incluam alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). É o que resulta do despacho que estabelece as regras sobre as matrículas e a constituição de turmas no próximo ano lectivo, publicado nesta quinta-feira em Diário da República.
Neste diploma determina-se que a redução das turmas com alunos com NEE só se poderá concretizar se estes permanecerem nas salas de aula “pelo menos 60% do seu tempo curricular”, o que será válido desde o pré-escolar até ao 3.º ciclo. Muitos dos estudantes com NEE precisam de apoios especializados que são prestados fora da sala de aula. Até agora, as turmas com estudantes com NEE só poderiam ter um total de 20 alunos, não havendo outros critérios para que esta redução se efectivasse. O objectivo é o de garantir que os professores tenham mais disponibilidade para acompanhar estes alunos, no seu ritmo.
Para o professor de educação especial e autor do blogue Incluso, João Adelino Santos, a nova condição imposta pelo ME é "uma medida puramente administrativa para limitar ao máximo a constituição das designadas turmas reduzidas”. Em resposta ao PÚBLICO por e-mail, este docente diz também que se “trata uma medida hipócrita porque continua a encarar os alunos como um ‘número’, em vez de os considerar enquanto pessoas, ainda que com limitações e singularidades, mas com necessidades ao nível da organização da turma”. “Os assuntos educativos devem ser encarados com humanismo, sobretudo aqueles que se referem a alunos já por si fragilizados e mais vulneráveis”, defende.

"Mais inclusão"?

Num esclarecimento enviado ao PÚBLICO, o Ministério da Educação afirma que a alteração nas condições para a redução de turmas tem “um único objectivo”, que é o de “induzir mais inclusão”.O ME refere, a propósito, que se “tem constatado, e isso tem sido sinalizado por vários responsáveis do sector da Educação Especial, que há alunos com NEE que são sistematicamente excluídos da sala de aula, passando a maior parte do seu tempo em unidades de apoio e não em contacto com os seus colegas e professores”. Por essa razão, considerou que era necessário “induzir mais inclusão,  associando a redução do número de alunos ao estímulo à permanência destes alunos com a turma”.
“Um aluno pode não estar 60% integrado na turma mas, no restante, pode requerer um apoio individualizado por parte do docente da disciplina, implicando, assim, redução de turma, tal como determinado no seu programa educativo individual”, frisa  João Adelino Santos. Na última avaliação que fez à situação do ensino especial nas escolas, datada de 2012/2013, que abrangeu 97 estabelecimentos de ensino com um total de 6566 (4,5%) de alunos sinalizados com NEE, a Inspecção-Geral da Educação e Ciência dava conta de que 30,54% deles têm apoios especializados fora das suas escolas, durante o tempo curricular.  
João Adelino Santos apresenta outros exemplos referentes aos alunos com currículo específico individual, a medida adoptada para os casos mais severos, onde se substituem as competências definidas para cada nível de educação para adaptá-las às características e necessidades de cada aluno. Como explica aquele docente, por norma, a partir do 2.º ciclo do ensino básico, “estes alunos frequentam essencialmente as disciplinas de expressões (educação visual; educação tecnológica; educação física; educação musical). Na eventualidade do aluno frequentar apenas educação visual, educação tecnológica, educação musical e educação física, está integrado na turma cerca de 32% do tempo, logo, não dá direito a turma reduzida”.
Considera-se que um aluno tem necessidades educativas especiais quando apresenta dificuldades no processo de aprendizagem e participação, devendo nestes casos ser apoiados pela educação especial. Há as chamadas NEE de carácter temporário, onde se incluem os alunos com problemas ligeiros de desenvolvimento ou de aprendizagem, e as permanentes, onde se incluem os alunos com deficiência mental, com problemas de cegueira e de surdez, entre outros.
Segundo dados provisórios da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, no presente ano lectivo, o número de alunos sinalizados com NEE que estão a estudar em escolas regulares é de 79.077, tendo aumentado 74% em apenas seis anos.

Máximo continua nos 30

O diploma que estabelece as novas regras para a constituição de turmas é assinado pela secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, e pelo secretário de Estado da Educação, João Costa. O número máximo de alunos por turma continuará a ser o que foi determinado por Nuno Crato: 25 no pré-escolar; 26 no 1.º ciclo; e 30 nos 2.º e 3º ciclos.
Na semana passada, foram debatidos no Parlamento seis iniciativas legislativas com vista à redução do número de alunos por turma, incluindo uma do PS. Estão agora em discussão na Comissão Parlamentar de Educação, mas a maioria de esquerda no Parlamento já anunciou estar disponível para chegar a um acordo e garantir, assim, a aprovação na Assembleia da República. Na altura, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, fez saber que faria esta redução “paulatinamente”.
Para o diploma publicado nesta quinta-feira em DR não foi ouvida nenhuma das entidades previstas na lei. O ME justifica esta ausência com o facto de tal audição só permitir a conclusão do diploma no final de Maio, o que comprometeria a sua execução.  
Notícia actualizada às 20h10. Acrescenta esclarecimento do Ministério da Educação
ver aqui

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Trailer GESTO



CINEMA
Quinta, 21 de abril | 19h00
Cinema City Alvalade 


GESTO


Estreia comercial de GESTO, um filme apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Inspirado numa curta-metragem realizada por um estudante de 16 anos, surdo profundo, o filme mostra-nos a realidade das pessoas com deficiência auditiva e permite perceber quais os obstáculos que dificultam a sua inclusão.
GESTO tem realização de António Borges Correia e foi produzido por Fernando Centeio.


Minuto Acessível: 10 Coisas que você nunca deve dizer à mãe de uma criança com algum tipo de deficiência.

Minuto Acessível: 10 Coisas…: As 10 coisas que você  NUNCA DEVE DIZER À MÃE  de uma criança com algum tipo de deficiência: 1. “Coitadinho” Nenhuma...


The nerve bypass: how to move a paralysed hand - Tetraplégico recupera movimentos da mão com bypass neurológico



“Pela primeira vez, a recuperação do movimento dos dedos, da mão e do pulso numa pessoa paralisada foi conseguida usando os sinais registados no córtex motor do doente”, resume o comunicado de imprensa da Nature que divulgou ainda dois vídeos, um dos quais com o testemunho de Ian Burkhart, sobre o trabalho de físicos e neurocientistas. “Foi um choque quando ligaram tudo pela primeira vez e consegui mexer a minha mão”, conta Ian num dos vídeos.
Para chegar até aqui, foi preciso primeiro decifrar o que dizia o cérebro quando Ian pensava em mexer a mão. Como? Em Abril de 2014, após uma cirurgia que demorou três horas, foi colocado um pequeno implante (mais pequeno do que uma ervilha) no seu cérebro, no córtex motor. Junto ao crânio foi colocado um aparelho que recebia os sinais e os transmitia ao computador. “Uma ligação que funcionou com uma janela para a actividade neuronal de Ian”, explica Chad Bouton, primeiro autor do artigo científico e investigador no Instituto Battelle. Durante meses, o computador tentou decifrar o código que o cérebro usava para os movimentos da mão e, num treino intenso de três sessões por semana durante 15 meses, Ian reaprendeu a pensar em mexer a mão (com a ajuda de imagens desses movimentos). Enquanto isso, exercitou também os músculos num dos braços que estava parado há mais de três anos.
ver aqui